sábado, 3 de outubro de 2009

Passado Composto- Capítulo um (parte 5)

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Passado Composto- Capítulo um (parte 4)

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domingo, 13 de setembro de 2009

Passado Composto- Capítulo um (parte 3)

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sábado, 5 de setembro de 2009

Passado Composto- Capítulo um (parte 2)

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domingo, 30 de agosto de 2009

Passado Composto- Capítulo um (parte 1). Texto e Desenhos: Carlos Ferreira

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A segunda temporada da série Menina Morango.

Fechado o primeiro arco de histórias chamado Menina Morango, novas idéias emergiram na minha cabeça. Talvez por uma necessidade de escapismo, ou por eu ser um desajustado (eu tenho certa dificuldade de me comunicar, interagir com o mundo...).
Sou meio um alienígena, ou alienado, o que seja. Acontece que sou de falar pouco, mais observo que falo. Mas de uns anos para cá, eu até falo mais. Acontece que antes de criar a Menina Morango, eu observava e ouvia o mundo alheio. Como comentei outra vez, a ficção Menina Morango é inspirado na vida real. É fato, eu a conheci. Hoje reconheço diversas Meninas Morango na minha vida. O ponto de partida foi uma, a garota que vou apelidar aqui de Cristina (Não seria Cristine?). Eu tive um complexo caso de amor com ela (qual namoro não é?). E a grande necessidade que eu tive depois que esse amor acabou em tragédia foi expurgar toda essa experiência para fora de mim. Fiz as primeiras histórias da Menina Morango e quando fechei o primeiro arco dessas histórias eu já estava a dois relacionamentos à frente. Curado (ou mais doente?).
Acontece que emergiram novas idéias. Idéias de não só uma história nova, mas diversas novas histórias.
Entre essas novas histórias veio a ideia de Passado Composto. Baseada numa maluca interpretação minha da conjugação verbal, em francês, le Passé Composé. Parece que existe uma conjugação verbal para o passado que não lembramos bem dos fatos. Uma conjugação para o passado que reinventamos. Tá claro isso? Bom, vou dar um exemplo: Caso eu necessite lembrar de um filme que quase não lembro, eu reconto o filme usando verbos nessa conjugação. Assim quem escuta a sinopse que conto vai saber que talvez o filme não seja bem assim. Doidera? Bom, eu quis escrever uma história praticando essa surreal teoria.
O primeiro arco das histórias da Menina Morango é bem linear, de certa forma,são histórias realistas. Mas aqui no blog eu comecei a mostrar esse universo com uma história que não temos a presença da Menina Morango, em Centauros estamos inseridos nesse universo. Niki comentou com o Cao na Rotina da Terra das Risadas sobre a vida dele e da Menina Morango ser recheada de magia. Isso estalou na minha cabeça como um ponto de partida para onde eu levaria as histórias. Eu queria entender melhor o que significava esse recheio mágico, eu queria experimentar narrar o que eu ouvi da própria, a real Morango e o seu passado de realismo fantástico. Nada melhor que esse título Passado Composto.

A estrutura aqui do blog vai mudar também, pois escrevi o roteiro completo de Passado Composto em 1992 e não desenhei na época. Desenho agora. À medida que eu for desenhando eu vou postando. Eu tento manter o mesmo clima dos meus desenhos da origem dessa ficção. Está sendo uma experiência divertida e melancólica esse retorno as origens, mas a melhor experiência do ano. Uma viagem no tempo. Eu vou compondo o passado. Quero dizer também, que esse formato novo de postagem foi inspirado no blog de um grande amigo, falo do Sica, por sinal tenho que pedir uma colaboração dele. Uma história para a Menina Morango.
Agora, todos os domingos, Passado Composto.

Boa leitura.

domingo, 23 de agosto de 2009

Dia dos Mortos


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O Epílogo

Epílogo
Bom, espero que eu não seja mal interpretado, o epílogo não é do blog, mas do primeiro arco de histórias da Menina Morango. O que eu considero o primeiro livro fecha com a próxima história chamada "Dia dos Mortos".

Já existe um história com esse nome, surrupiei o título dessa hq do meu amigo Moacir Martins. Ele fez uma hq de horror para a revista Histórias Extraordinárias, isso lá no fim dos anos 80. Dia dos Mortos é um peso gosto muito desse título. A história do Moacir não tem nada a ver com o próximo capítulo da Menina Morango, mas quando li a hq do Moacir o que não saiu da minha cabeça foi a expressão dia dos mortos. Senti um peso, pensei nesse peso que é quando perdemos um ente querido, em como é o dia que morre alguém próximo, ou o dia depois ou dias depois...é o dia dos mortos (nós os vivos somos os mortos).

Foram essas as ideías que circulavam na cabeça, na época que eu recém tinha finalizado a Rotina na Terras das Risadas. Quendo eu desenhei A Rotina na Terra das Risadas eu demorei quase um ano fazendo essa hq, eu desenhava e não tinha idéia do que seria a história, fui meio que convivendo com as personagens, eu me encontrava na mesma posição que a personagem Cao. Querendo entender todos aqueles personagens, Menina Morango, o Assassino e o Nick. No meio daquilo descobri que essa hq era o um monólogo sobre a morte. Nick queria morrer e eu o ajudei. Descobri juntos com todas as personagens a morte do Nick e recebi o mesmo peso.

Quando contei o processo de criação dessa hq para o Rodrigo Rosa ele ficou estimulado em experiementar esse tipo de produção onde se começa uma hq sem saber onde ela vai acabar. Eu o convidei para fazer parte desse universo e criarmos juntos Dia dos Mortos. Foi mais ou menos assim: Oralmente eu descrevia os quadros e páginas e Rosa deixava a sua marca sem esboço, como o episódio Menina Morango que eu desenhei, ele traçou com grande maestria o pincel e o nanquim nas folhas. Marcou em linhas o peso do Dia dos Mortos.

Depois de duas horas tínhamos dez páginas. Anos depois, passados 17 anos eu ainda considero as melhores páginas dessa dupla e a melhor hq que fiz. Foi ali que entendi a minha busca nos quadrinhos, a minha marca, que me importo e quero contar histórias humanas e não gêneros.

Boa leitura.

Carlos Ferreira

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Menina Morango e Cao - Texto e desenhos de Rodrigo Rosa













sexta-feira, 24 de julho de 2009

Rodrigo Rosa assina o texto e desenhos da próxima história da Menina Morango.

Amigos, retorno a postar mais uma capítulo da Menina Morango no blog. A demora de vermos mais um hq aqui foi que eu precisava descobrir o paradeiro dessa aventura que ganhei como presente de aniversário do meu amigão Rodrigo Rosa.
Não tinha título esse quadrinhos e acabo de batizar de "Menina Morango e Cao". Rodrigo desenhou e escreveu essa hq depois de uma vez que resolvemos os dois partir para brainstorm maluco onde escrevi e ele desenhou uma hq como se fosse tudo em um plano contínuo.
Putz, não sei se fui muito claro, mas o que eu quis dizer foi que uma vez fomos até a casa do Rodrigo e no caminho eu contava as minhas idéias para ele sobre o universo da Menina Morango. Quando chegamos na "Rosacave" iniciamos a história "Dia dos Mortos" (essa hq fecha um arco, a primeira saga da Menina Morango, nasceu antes da "Menina Morango e Cao", influenciou o Rodrigo a escrever e desenhar solo uma hq da Menina Morango e quando eu fiz 23 anos ele me deu os originais de presente. )
Reli a pouco essa "Menina Morango e Cao". Foi uma viagem ao passado. Voltei aos meus 22 anos, para as tardes ensolaradas do inverno de 92 onde vivi em um outro universo acompanhando uma sensual e maga menina com gosto de morango. Agora posto aqui e compartilho com todos a visão que o Rosa tinha desses meus delírios.
Boa leitura.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A Rotina na Terra das Risadas-19

A Rotina na Terra das Risadas-18

A Rotina na Terra das Risadas-17

A Rotina na Terra das Risadas-16

A Rotina na Terra das Risadas-15

A Rotina na Terra das Risadas-14

A Rotina na Terra das Risadas-13

A Rotina na Terra das Risadas-12

A Rotina na Terra das Risadas-11

A Rotina na Terra das Risadas-10

A Rotina na Terra das Risadas-09

A Rotina na Terra das Risadas-08

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A Rotina na Terra das Risadas-06

A Rotina na Terra das Risadas-05

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A Rotina da Terra das Risadas-03

A Rotina na Terra das Risadas-02

A Rotina na Terra das Risadas-01

A Rotina na Terra das Risadas

A Rotina da Terra das Risadas é segundo episódio da série Menina Morango. Comecei a desenhar isso em São Francisco de Paula, na serra gaúcha em 1991. Cortei uns cartazes de uma exposição do Mottini, que fui curador com o Rosa, exposição organizada pela Grafar, usei o verso desses cartazes para desenhar essa hq.
Mais uma vez comecei sem um roteiro, só com ganas de desenhar. O pouco que eu lembro do processo de criação é isso e mais um detalhe: Cao. Foi aqui que eu desenhei o Cao pela primeira vez.
Segundo a cronologia que crio no blog Menina Morango, depois de Pessoas Incertas, o Cao, metaforicamente, sai em busca do seu universo, sua identidade e...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Papo Informal

Antes de eu colocar a próxima história da Menina Morango no blog, eu queria dizer algumas coisas aqui. Teremos mais três histórias publicadas e fecharemos o arco da primeira temporada da Menina Morango. Vamos contar com a participação especial de outro desenhista, ainda nesta primeira temporada, vou manter um suspense de quem é o sugeito, mas adianto que o cara é um dos melhores que eu conheço.
Estou colocando um texto ilustrado com fotos da época da I Bienal Internacional de Quadrinhos do Rio de Janeiro lá no blog Quadrinhos Criticados- Arquiteto das Sombras, época geradora da Menina Morango. É legal de olhar e ler o que tá lá ajuda entrar mais do clima dessa hq.
Na próxima segunda eu começo a postagem nova da próxima hq da Menina Morango.
Valeu!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Menina Morango por Alberto Breccia

Curiosamente, uma das primeiras pessoas que eu confidenciei as minhas idéias para a criação da personagem Menina Morango foi Alberto Breccia. Quadrinhista uruguaio um dos melhores autores das histórias em quadrinhos que já existiu. Ele e o roteirista Hector Oesterheld são o verdadeiros criadores do quadrinho adulto. Publicaram séries em historietas como Mort Cinder e Sherlock Time, aventuras de primeira linha de suspemse e horror de deixar qualquer fã de Poe, Borges, Lovecraft de cabelo em pé. Breccia contou que o letrista de Mort Cinder desistiu do trabalho devido ao medo que sentia das páginas desenhadas enquanto letrerava as hqs na noite. Realmente é um climão o Mort Cinder.
Contei para o Breccia que a minha idéia com a Menina Morango era fazer uma série de histórias pelo resto da minha vida, seguir os passos do Hugo Pratt com o Corto Maltese. Enquanto eu falava pelos cutuvelos, Breccia seguia distráido e desenhando. As vezes " el viejo" me mirava secamente. Eu intimidado. Ele notava o meu suor gelado, e gentilmente dizia para eu continuar a charla. Eu disse tudo que podia ali, a minha intensão de exorcizar o processo de separação da minha primeira namorada em páginas de aventuras inspiradas em Julio Cortázar, Raymond Chandler e Sam Shepard. Eu faria da personagem uma prostituta que faz quadrinhos. Mostraria a infância da personagem, a sua vida adulta e a sua morte.
Então perguntei:
" O que o senhor, achas?"

Breccia ergueu uma folha de papel amassada e disse:
" É para vos. Un dibujito mío de tu loco universo, chico."

Eu não acreditei. O "viejo" desenhou a Menina Morango como uma velha prostituta dominadora.

Eu disse:
" Quando eu publicar a série, eu posso publicar o desenho?"

Breccia:
" Hacer lo que queiras, chico. És tujo!"

Estou aqui olhando o desenho, pensando em publicar aqui...será?
Acho que não. Acho que vou guardar como uma surpresa na próxima edição da PeekaBoo.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Menina Morango- pg 4

Menina Morango- pg 3

Menina Morango-pg 2

Menina Morango- pg 1

Criando a Menina Morango

Foi em 1991 que eu desenhei a Menina Morango pela primeira vez. Era verão, dezembro. Pós a I Bienal Internacional de Quadrinhos do Rio de Janeiro. Essa babilônica experiência ainda latejava em nossas cabecinhas. Falo das jovens cabecinhas gaúchas que estiveram lá no Rio e presenciaram o fato extraordinário de conviver com os deuses dos quadrinhos como Moebius, Will Eisner, Alberto Breccia, Muñoz, Liberatore, Janô, Mattotti e outros. (Em breve eu vou escrever sobre a I Beinal Internacional de Quadrinhos do Rio de Janeiro nos Quadrinhos Criticados.)
Depois de uma experiência como a B.I.Q.R.J. como não escrever e desenhar quadrinhos? Como não soltar a mão?
Eu lembro que era mais uma indiada na casa do Drégus (clássicas reuniões de amigos onde produzíamos videos, quadrinhos e textos. Tudo isso durante uma contínua maratona de filmes, coca-cola, bolachas recheadas, encontros amorosos com belas garotas, trotes telêfonicos e muita abobrinha.), uma fotografia de uma garota caminhando na rua em uma revista chamou a minha atenção ao ponto de eu pegar o naquin, um pincél, papel e desenhar ali mesmo. Não um simples desenho, mas uma hq interia. Foi como assistir um filme de Win Wenders e psicografar em rabiscos e esboços uma história sobre uma garota e um contrato.
Desenhei e escrevi sem esboçar nada. Foi algo radical que proporcionou todo o caminho que mantenho até hoje nos quadrinhos.
Nasceu ali a Menina Morango. Traço simples em um texto oculto. Eu exorcisando um amor partido. Sim, ela é baseada em uma ex-amante. Transformei um amor na minha melhor personagem.
As vezes é bom levar um fora.

sábado, 15 de novembro de 2008

Pessoas Incertas

Origem do Cao

Um dos principais personagens da Menina Morango nasceu em um roteiro que eu escrevi para um projeto do Drégus, falo do personagem Cao. Projeto Phil.
Foi no ano de 1988, eu com 17 anos tinha idéias novas para o Philip Packard, um detitive particular noir em uma Porto Alegre dos anos 80. Phil nasceu da paixão e identificação do Drégus pela personagem David Addison da série de tevê Moonlighiting ( A Gata e o Rato) e a personagem Philip Marlowe de Raymond Chandler. Drégus contrabandeou essas personagens e misturou em seu liquitificador cerebral dando a luz ao Phil.
Li os primeiros roteiros do Phil em 1987, lá no centro de Porto Alegre, na Galeria Chaves, na Lancheria Feira das Frutas. O roteiro Laura foi o primeiro texto que li para a série Phil. Drégus bebia um suco de laranja. ( Isso na época em que ainda nem tínhamos tomado uma gota de álcool. Eramos uns guris nerds de merda. Quem diria? Cleans, ingênuos e puros. Mas nos textos que escrevíamos: homens expêrientes com a mulherada, tragueros, cínicos e cafalhões.). Quando terminei o texto o Drégus perguntou:
"Que achou?"
" Bah...afudê!"
" Mas tu não riu?"
Drégus é o mestre nos diálogos. Mas o Phil, para mim, ainda faltava algo. Faltava o romântismo do Drégus por personagens Noir. Eu achava o Phil o clichê detetive, era bem escrito mas faltava uma alma humana nele. Então, meses depois tive a idéia de um roteiro, escrevi e dei para o Drégus ler.
Foi a minha vez de perguntar:
"E aí? Que achou?"
"Bah... afudê?"

O que fiz foi por a alma do Drégus no Phil e dei um nome brasileiro para ele: Edison Montenegro. Um sujeito que na adolescência era fã dos filmes Noir, fazia quadrinhos com um amigo chamado Cao. Foi aí que nasceu o Cao, o meu alter-ego.
Como a casa do Drégus tem um buraco negro, o roteiro foi perdido, nós postergamos escrever e desenhar a série Phil, salvo algumas poucas hqs desenhadas, crescemos (até parece), fomos mulherengos e bebuns por décadas. Daí, o sonho acabou e viramos tiozinhos, diretores e cineastas. Partimos para o resgate desse meu argumento chamado Pessoas Incertas e fizemos um curta.

Bom, convido a todos pegar uma pastelina e uma cervejinha e assistirem ao curta:

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Centauros-19

Centauros-18

Centauros-17

Centauros-16

Centauros-15

Centauros-14

Centauros-13

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Centauros-12

Centauros-11

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Centauros-08

Centauros-07

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Centauros-06

Centauros-05

Centauros-04

Centauros-03

Centauros-02

Centauros- 01

Nasce Menina Morango

Uma rápida introdução. Quando eu comecei com essa história de fazer quadrinhos me foquei com uma pretenciosa idéia de fazer uma série em quadrinhos. Inspirado em séries de tevê como Twin Peaks; séries de quadrinhos como Torpedo e Monstro do Pântano; e sequências reais de uma época da minha vida. Foi assim que surgiu uma lisérgica história em quadrinhos batizada de Menina Morango.Isso lá no início dos anos 90. De lá para cá eu produzi em um ritmo caótico mais de trezentas páginas desse universo que é quase inédito, salvo três histórias publicadas na revista PeekaBoo Quadrinhos e a mini-série CAOS. Universo apelidado de Ferreteria.

Decidi finalmente abrir as caixas da última mudança que fiz há cinco anos e revi essas páginas e personagens como Cao, o Assassino do boné N, Niki, o Homem-Corvo e outros...Foi uma sensação estranha rever essas páginas mofadas e mágicas.
Abri as minhas caixas de Pandora e um universo gritou! Vai expandir aqui!
Essa extensa saga da Menina Morango tem um conto com um bom clima de introdução dessa dimensão de realismo fantástico, apesar da ausência da personagem principal Cristina, Menina Morango.
Centauros é uma história escrita e desenhada em 1994, eu me inspirei numa escadaria aqui em Porto Alegre, e fotos expressionistas. Na época eu queria criar uma hq que não fosse do universo Menina Morango, mas relendo esse quadrinho, hoje, eu vejo que tem tudo a ver com a Cristina. Acho até que ela é a Morela (uma das personagens de Centauros), Cristina poderia estar disfarçada...Bom, melhor não falar nada. Deixar vocês descobrirem o mundo da Menina Morango.